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Metamorfismo regional .

Metamorfismo regional:

> caracterizado pela existência de rochas metamórficas que ocorrem num domínio não visivelmente condicionado por uma intrusão magmática individual. O metamorfismo regional ocorre como resultado da subsidência de grandes bacias sedimentares, onde numa grande área se verifica o afundamento de camadas de sedimentos e rochas sedimentares, para zonas com pressão e temperatura crescentes.



Reflexão:

A pressão constitui, neste caso, o factor determinante da tipologia mineralógica das respectivas rochas metamórficas resultantes.

Matemorfismo de contacto .

Metamorfismo de contacto:
> definido nos casos em que a transformação da rocha ocorre na vizinhança do foco magmático. O tipo de fluídos e a temperatura são os factores que mais influenciam o tipo de rochas metamórficas geradas num processo metamórfico deste género. Consoante a distância à intrusão, verifica-se a existência de vários tipos de rochas metamórficas com mineralogia diversa, reflexo das diferenças térmicas verificadas durante o metamorfismo.



Fonte: http://www.dct.uminho.pt/docs/mat_rec/7.pdf

Reflexão:
Quanto mais próximo do contacto com a intrusão, maior a temperatura atingida com a consequente cristalização de minerais típicos destas condições termodinâmicas.

Rochas metamórficas .

As rochas metamórficas são produtos especiais dos processos geológicos que actuam nos materiais sólidos da crusta e manto superior da Terra. Enquanto que os sedimentos são típicos da superfície, as rochas ígneas representam o manto e as zonas inferiores da crusta.

O metamorfismo, o processo pelo qual rochas pré-existentes são alteradas pelo aumento de pressão (P) e temperatura (T), é controlado pelo gradiente geotérmico e pelo padrão de deformação que, em última análise, têm origem na tectónica de placas.

Fonte: http://www.dct.uminho.pt/docs/mat_rec/7.pdf

Reflexão:


Deste modo, a tarefa principal de um geólogo que estuda rochas metamórficas, consiste em inferir as condições de P e T que prevaleceram durante a formação de uma determinada rocha. Este facto pode ser interpretado pelas associações minerais presentes numa rocha e pela respectiva textura.

Falhas .

São fraturas mediante as quais as rochas se deslocam, de forma que perdem a sua continuidade original. Existe um movimento relativo, em qualquer direção, dos blocos de rochas, ao longo do plano de falha (a superfície de fratura ao longo da qual teve lugar o movimento relativo). Existem várias classificações para as falhas. Por exemplo, numa classificação segundo os movimentos relativos dos blocos, vamos considerar dois tipos de falhas, sabendo que existem muitas mais:

  • falha normal é aquela em que os blocos rochosos se deslocaram, um em relação ao outro, segundo a inclinação do plano de falha;

  • falha inversa é aquela em que um bloco (chamado teto) se desloca em sentido ascendente sobre o plano de falha, relativamente ao bloco rochoso chamado muro.

Fonte: http://www.algosobre.com.br/geografia/dobras-e-falhas.html

Reflexão:


Um instrumento importante no trabalho efectuado por um geólogo é a carta geológica de uma região. Para a sua elaboração é necessário traçar limites entre diferentes litologias, registar particularidades estruturais (dobras, falhas…).

Dobras .

As dobras são curvaturas causadas por esforços de natureza tectônicas, por intrusões magnéticas ou por efeitos atectônicos. Uma rocha antes de ser dobrada deve apresentar uma configuração planar. Para que se ocorra o dobramento de uma rocha um dos fatores limitantes é o tempo, sendo que a forca da ação mecânica sobre a rocha deve atuar demoradamente. Se a forca da ação mecânica for brusca ao invés de ocorrer o dobramento teremos a ruptura desta rocha.

A parte da rocha que resiste a pressão das camadas superiores, mantendo-se dobrada sem sofrer nenhum tipo de fratura ou deformações secundárias é denominada camada competente. Se ocorrer fratura, deformação ou não houver resistência à forca de dobramento, esta camada será denominada incompetente.
Fonte:http://www.algosobre.com.br/geografia/dobras-e-falhas.html

Reflexão:

As dobras apresentam diferenças quanto a morfologia, sendo que podem ser anticlinais (camadas mais antigas se encontram na parte interna) ou sinclicais (camadas mais ressentes se encontram na parte interna) .

Tipos de tensão.


Reflexão:

As tensões podem ser compressivas ou distensivas (ou tractivas), quando a resultante das forças actuantes é, respectivamente, convergente ou divergente. No primeiro caso as forças tendem a reduzir o volume das rochas, no segundo caso, as forças tendem a alongar as rochas. As tensões podem também ser de cisalhamento, provocando movimentos paralelos das rochas em sentidos opostos.

Fonte: http://e-porteflio.blogspot.com/2009/04/deformacao-das-rochas.html

Rochas magmáticas : Série de Bowen .

Segundo Bowen, existem duas séries de reacções que se designam, respectivamente, por série dos minerais ferromagnesianos (ramo descontínuo) e série das plagióclases (série contínua). No ramo descontínuo, à medida que se verifica o arrefecimento, o mineral anteriormente formado reage com o magma residual, dando origem a um mineral com uma composição química e uma estrutura diferente, e que é estável nas novas condições de temperatura. No ramo contínuo, verifica-se uma alteração nos iões da plagióclase, sem que ocorra alteração da estrutura interna dos minerais.


Fonte: www. soraiabiogeo.blogs.sapo.pt/10098.html

Reflexão:

Série que traduz a sequência pela qual os minerais cristalizam num magma em arrefecimento.

Diferenciação magmática .

Um só magma pode dar origem a diferentes tipos de rochas, visto ser constituído por uma mistura complexa que, ao solidificar, forma diferentes associações de minerais. Um dos processos envolvidos na diferenciação magmática é a cristalização fraccionada. Quando o magma arrefece, minerais diferentes cristalizam a temperaturas diferentes, numa sequência definida que depende da pressão e da composição do material fundido. A fracção cristalina separa-se do restante líquido, por diferenças de densidade (diferenciação gravítica) ou efeito da pressão, deixando um magma residual diferente do magma original. Assim, um mesmo magma pode originar diferentes rochas.
Fonte:http://e-porteflio.blogspot.com/2009/03/magmatismo-diferenciacao-magmatica-e.html

Reflexão:

No final, podem-se encontrar na câmara magmática rochas diversas em diferentes locais: mais superficialmente, as menos densas, com mais silício, alumínio, sódio e potássio; mais abaixo, as mais densas, constituídas maioritariamente por ferro, magnésio e cálcio.

Isomorfismo e Polimorfismo .

- Isomorfismo: verifica-se quando ocorrem variações ao nível da composição química dos minerais sem, contudo, se verificarem alterações na estrutura cristalina. Substâncias com estas características designam-se por substâncias isomorfas. A um conjunto de minerais como estes chama-se série isomorfa ou solução sólida e os cristais constituídos designam-se por cristais de mistura, misturas sólidas ou misturas isomorfas. Um exemplo de minerais que constituem uma série isomorfa é o das plagióclases, que são silicatos em que o Na+ e o Ca2+ se podem intersubstituir.


- Polimorfismo: verifica-se quando os minerais têm a mesma composição química, mas estruturas cristalinas diferentes.


Reflexão:
O polimorfismo e isomorfismo permitem aumentar a variedade de minerais presentes na crusta terrestre.

Tipos de magmas .


Reflexão:

Sabe-se, na actualidade, que diferentes tipos de rochas podem formar-se a partir da solidificação de magma resultantes da fusão parcial de outras rochas. São três os principais tipos de magma: basáltico, andesítico e riolítico.

Princípio da identidade paleontologia .

>> Rochas com o mesmo tipo de fóssil geralmente têm a mesma idade.

Um fóssil de idade corresponde ao fóssil de um ser vivo que viveu apenas durante um curto período de tempo, embora possa ter ocupado uma extensa área e zonas muito dispersas da Terra. É o caso das trilobites, que, tendo vivido apenas durante o Câmbrico, nos permitem datar como câmbrica qualquer formação rochosa em que sejam encontradas.

Fonte:http://www.mineraltown.com/Reports/33/33.php?idioma=2

Reflexão:

Assim, através da presença de um fóssil de idade em dois estratos diferentes, mesmo que se encontrem muito distanciados, podemos afirmar que os dois estratos possuem a mesma idade.

Príncipio da continuidade lateral .

Quando se encontra uma sequência de deposição dos sedimentos semelhante em duas colunas estratigráficas localizadas em locais diferentes é possível relacioná-las temporalmente, mesmo que os estratos de ambas tenham dimensões variáveis.

Fonte: http://e-porteflio.blogspot.com/2009_03_01_archive.html

Reflexão:

Assim, um estrato sedimentar permanece lateralmente igual a si próprio ou varia de um modo contínuo.

Príncipio da intersecção e da inclusão .

O princípio da intersecção diz que qualquer estrutura que intersecte vários estratos se formou depois deles, logo, é mais recente.

O princípio da inclusão refere que os fragmentos de rocha incorporados num dado estrato são mais antigos do que ele.

Reflexão:

Estabelece-se assim uma cronologia relativa dos acontecimentos a partir destes dos príncipios de datação das rochas.

Princípio da sobreposição de estratos .

A análise das posições relativas dos estratos e outros corpos geológicos permi­tem-nos estabelecer a sua idade à escala dos tempos geológicos.

De duas camadas sobrepostas, e não deslocadas da sua posição inicial, a mais moderna cobre a mais antiga.

Este raciocínio tem como base o princípio da sobreposição o qual estabe­lece que, numa série normal, qualquer estrato é mais moderno do que o que lhe serve de base (muro) e mais antigo do que o que lhe fica por cima (tecto).

Fonte: http://sites.google.com/site/geologiaebiologia/Home/estratigrafia

Reflexão:

Pela observação da figura podemos sem dificuldade inferir que a camada D é mais moderna do que a F e mais antiga do que a E.

Arquivos históricos da Terra.

As rochas sedimentares são como arquivos onde se conservam as informações das condições que existiam no momento da sua formação.

Uma sequência estratigráfica permite determinar o tipo de ambiente existente no momento da formação, tipo de vegetação e a fauna presentes numa determinada região, bem como registar variações no ritmo de sedimentação numa determinada altura. O estudo dos sedimentos e estratos permite fazer a sua datação relativa e reconstituir ambientes antigos paleoambientes.
Este estudo realiza-se aplicando o princípio das causas actuais ou princípio do actualismo. Segundo este princípio, o presente é a chave para o passado, na medida em que permite explicar acontecimentos passados a partir da interpretação de fenómenos actuais.


Fonte: http://e-porteflio.blogspot.com/2009/03/rochas-sedimentares-arquivos-historicos.html


Reflexão:

Algumas marcas de acontecimentos passados podem ser encontradas nas juntas de estratificação como por exemplo marcas de ondulação, fendas de dessecação ou de retraccão, marcas das gotas da chuva, icnofósseis (pegadas de animais, pistas de reptação, fezes fossilizadas), entre outros.

Rochas sedimentares biogénicas.

As rochas sedimentares quimiogénicas formam-se em ambiente aquático e resultam da precipitação de sedimentos químicos dissolvidos numa solução aquosa. São exemplos destas rochas o sal-gema, o gesso e os calcários quimiogénicos.

> O sal-gema e o gesso são rochas sedimentares que se formam por evaporação de águas salinas, sendo, por isso, designados evaporitos. A evaporação origina depósitos de cristais de halite (cloreto de sódio, o sal de cozinha vulgar).


> Os calcários são rochas sedimentares muito vulgares em Portugal. Apresentam variadas cores, sendo geralmente claros, mas também existem negros. Identificam-se por fazerem efervescência com os ácidos. O calcário é constituÍdo por um mineral denominado calcite (carbonato de cálcio).

Fonte: http://nelsonlirarochas7.yolasite.com/quimiogenicas.php

Reflexão:

As rochas biogénicas podem, também, ser designadas quimiobiogénicas, uma vez que é difícil distinguir, em determinadas situações, os processos inorgânicos dos bioquímicos.

Rochas sedimentares quimiogénicas .

Os sedimentos resultam da precipitação de substâncias químicas dissolvidas numa solução aquosa (oceano, lago, ...). Este processo - precipitação química - é um fenómeno que ocorre quando uma substância se separa do líquido em que se encontra dissolvida ou suspensa, sedimentando-se no fundo do recipiente.


Fonte: http://ocupantropica.wordpress.com/2008/05/01/classificacao-das-rochas-sedimentares/

Reflexão:

A precipitação de materiais dissolvidos, pode ocorrer devido à evaporação da água ou devido à alteração de condições da solução, como por exemplo, a variação da pressão ou da temperatura. As rochas formadas por cristais que precipitam durante a evaporação da água têm textura cristalina e designam-se por evaporitos.

Rochas sedimentares detríticas.

> As rochas sedimentares detríticas resultam de sedimentos transportados na forma de partículas sólidas; as rochas sedimentares podem também ter origem na precipitação de partículas a partir de uma solução aquosa; os carvões e o petróleo são ainda exemplos de rochas sedimentares. A compactação, por efeito da pressão ou a cimentação, é uma característica de muitas destas rochas.

Fonte: http://www.geopor.pt/gne/geolab/rocsed/intro_sed.html


Reflexão:


Na maioria das situações um sedimento não é ainda uma Rocha sedimentar, estes após a sua deposição pelos vários agentes de geodinâmica externa vão ser sujeitos a um conjunto de processos físico – químicos diversos que no conjunto constituem a diagénese, transformando-se em rochas sedimentares com diferentes graus de evolução.

Diagénese .

Diagênese refere-se aos processos geológicos (físicos, químicos, biológicos,..) de baixa temperatura, como desidratação, cimentação, compactação, dissolução, reações minerais e outros que sucedem à deposição de sedimentos, levando, geralmente, a transformação destes em rochas sedimentares (litificação).


Fonte: http://ig.unb.br/glossario/verbete/diagenese.htm

Reflexão:

Excluem-se da diagênese os processos de intemperismo e formação de solos, por um lado, e os de metamorfismo, por outro.

Erosão, Transporte e Sedimentação .

Erosão é um fenómeno que implica a remoção do material de um lugar para o outro, com intervenção de diversos agentes (agentes de erosão). Os agentes erosivos arrancam e separam fragmentos da rocha-mãe.

Transporte é o movimento dos sedimentos por agentes como a água, o vento (…), durante o qual os sedimentos sofrem arredondamento, devido aos choques entre si, e granotriagem, ou seja, são separados de acordo com o seu tamanho, forma e densidade.




Sedimentação é um processo que se verifica quando o agente transportador perde energia e os sedimentos se depositam. Pode ocorrer em ambientes terrestres, mas é mais importante e frequente em ambientes aquáticos.


Fonte: http://biogeo2.wordpress.com/2008/04/05/sedimentogenese/


Reflexão:

Após a meteorização, as partículas degradadas vão ser removidas dos locais onde foram originadas pelos agentes erosivos, para depois sofrerem transporte. Posteriorente serão depositadas.